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9 de Maio de 2019

Apresentação do Relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais da África Subsaariana: recuperação num contexto de elevada incerteza

O Banco Nacional de Angola em parceria com o Fundo Monetário Internacional,   apresentou, quinta-feira dia 9 de Maio, o Relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais para África Subsaariana do FMI. No evento foi apresentado um capítulo sobre as perspectivas regionais e outro sobre as perspectivas e benefícios da integração comercial no continente africano.

Coube ao Governador do BNA, José de Lima Massano, iniciar o acto realçando a parceria com Fundo Monetário Internacional, pelo 3.º ano consecutivo, na apresentação deste Relatório. José de Lima Massano destacou a importância deste Relatório para os economistas e estudantes de economia, sublinhando a abordagem dos temas mais próximos à nossa realidade e com eventual impacto na economia angolana.

Max Alier, representante do FMI em Angola, apresentou as Perspectivas Económicas Regionais no que tange à recuperação dupla num contexto de elevada incerteza e à Zona de Comércio Livre Continental Africana.
 
Nestas duas apresentações ficou patente que “as perspectivas de crescimento agregado, para o ano de 2019, são na ordem dos 3,5%, enquanto a médio-prazo esse crescimento se estima que estabilize em 4%, excluindo as duas maiores economias da região, Nigéria e África do Sul, produtores de recursos minerais e energéticos.”

Relativamente a Zona de Comércio Livre Continental Africana ser decisiva para o continente, as conclusões sugerem que para além das reduções tarifárias, os esforços de política para impulsionar o comércio regional devem centrar-se em reformas para enfrentar os estrangulamentos não tarifários específicos dos países, devendo os governos facilitar a realocação de mão-de-obra e de capital entre sectores (por ex. programas de mercado de trabalho activo, como formação e assistência à procura de emprego, e medidas que melhorem a competitividade e a produtividade) e fomentar redes de segurança (programas de apoio ao rendimento e de segurança social) para aliviar os efeitos adversos temporários nas populações mais vulneráveis.

As notas de encerramento do evento foram proferidas pelo Ministro das Finanças, Archer Mangueira, tendo considerado “ muito encorajadora a perspectiva optimista de recuperação do crescimento económico da África-Subsariana para o ano 2019, pesem embora os constantes desafios que a região vem enfrentando”.  

Adiantou, ainda, que “o Executivo está ciente da importância crucial da sustentabilidade das finanças públicas como condição obrigatória para alavancar a economia e promover o crescimento sustentável, tendo aderido ao programa de Financiamento Ampliado do FMI no ano de 2018”.

Por último, o Ministro disse que “esta parceria com o FMI veio impulsionar a aplicação das medidas de consolidação das finanças públicas e das reformas do sector real da economia, de modo a melhorar o ambiente de negócios e dinamizar o sector privado.”

O evento decorreu no auditório Saidy Mingas do Museu da Moeda, tendo contado com os comentários e moderação do economista Carlos Rosado de Carvalho e com a participação dos Administradores, membros do Corpo Directivo e Técnicos do BNA, representantes dos bancos comerciais, de associações empresariais, economistas e alunos de Economia da universidade pública e universidades privadas.


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