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8 de Maio de 2019

Conselho de Directores Executivos do Grupo Banco Mundial informa-se sobre o Programa de Educação Financeira

No quadro do estreitamento das relações institucionais com o Grupo Banco Mundial (GBM), visando a captação de importantes financiamentos para apoiar a agenda governativa do Executivo, o Conselho de Directores Executivos daquela instituição visitou o nosso país de 1 a 5 de Maio, tendo efectuado, no dia 4 de Maio, breve passagem pelo Museu da Moeda e edifício-sede do BNA, para reunião interactiva em torno da Inclusão Financeira.

O encontro contou com a presença de responsáveis séniores do BNA, de representantes da direcção da Abanc, Kixicrédito, MasterCard e do website sobre finanças pessoais “Kamba Rico”.

Na sua alocução inicial, o Governador, José de Lima Massano, afirmou que a inclusão financeira está no centro da agenda do Banco Central, tendo em execução um conjunto de iniciativas que visam facilitar um acesso mais abrangente a produtos e serviços financeiros pelos cidadãos e empresas de pequena e média dimensão.

Ao efectuar uma breve apresentação sobre o Programa de Educação Financeira, Teresa Pascoal, directora do Departamento de Inclusão Financeira, destacou as  acções promovidas pelo BNA com o objectivo de aumentar o nível de inclusão financeira, tendo enfatizado a existência de muitos desafios a nível da bancarização da população angolana, não obstante, a taxa de bancarização ter aumentado nos últimos anos, de 12% para cerca de 50 %. Tal foi alcançado com a realização de projectos do BNA e com o lançamento de vários produtos bancários, como é o caso da conta “Bankita”, realçou.

Fábio Kantczuk, director executivo do Banco Mundial, falou em nome dos directores executivos presentes, agradecendo a oportunidade e afirmando que se pretendia com o referido encontro aprender e tomar conhecimento das iniciativas, de modo a efectuar-se uma adequada avaliação do apoio do Banco Mundial para o desenvolvimento do país. Manifestou, igualmente, a sua satisfação com os resultados positivos das medidas de política monetária e cambial, implementadas nos últimos tempos em Angola.

O representante do Banco Mundial afirmou, ainda, que existem grandes desafios, sendo o crédito ao sector privado um factor importante no âmbito do tema abordado.  Realçou que o governo deveria considerar o sector privado e o crédito a este sector como parte da inclusão financeira. Neste sentido, apelou à criação de regulamentação que ajude neste processo. Por último, sublinhou a necessidade de avanços tecnológicos, como é o caso das Fintech, de grande utilidade na inclusão financeira.

O encontro culminou com uma visita guiada ao Museu da Moeda e ao edifício-sede do BNA.