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13 de Setembro de 2018

Discurso do Administrador do Banco Nacional de Angola, Pedro Castro e Silva, no encerramento do X Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa

Excelentíssimos Membros do Conselho de Administração e Delegações dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa; 
Digníssimo Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Governo da Província de Benguela;
Ilustres Representantes do Instituto Nacional de Estatísticas e da Administração Geral Tributária;
Caros Directores, Subdirectores, Delegados Regionais e Técnicos do Banco Nacional de Angola;  
Minhas Senhoras e Meus Senhores.

É com especial interesse que testemunho a grande relevância dos encontros de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa. 

Estes dois dias de trabalho proporcionaram vários momentos de reflexão e de debate sobre as questões mais prementes e os desafios que se colocam perante à compilação e divulgação das estatísticas a nível dos nossos Bancos Centrais. 

Por exemplo, o X Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa veio mais uma vez realçar a importância e utilidade da compilação das Contas Nacionais Financeiras, um instrumento que permite o acompanhamento dos fluxos financeiros e posições dos vários sectores institucionais de uma economia, isto é, como se financiam e aplicam os seus capitais.

Assim sendo, as técnicas e os aspectos metodológicos aqui abordados irão certamente servir para impulsionar o processo de produção e divulgação das estatísticas a nível dos nossos países. 

O balanço feito por cada um dos Bancos Centrais sobre as principais transformações ocorridas nos últimos anos na sua função estatística mostra claramente que estamos todos alinhados, apesar de uns mais avançados que outros, mas o importante é todos nós caminhamos na mesma direcção.

Foram também partilhadas aqui algumas soluções tecnológicas para a recolha, tratamento e publicação das estatísticas, sendo todas elas de grande mérito, o que demonstra haver muitas alternativas a serem exploradas neste âmbito. Ficaram aqui evidenciadas as vantagens da automatização dos processos de recolha e tratamento de dados estatísticos, reduzindo deste modo o trabalho manual e a probabilidade de ocorrência de erros humanos.

A existência duma economia informal com um peso bastante significativo é uma realidade económica de alguns países aqui presentes. Tornou-se um desafio para algum de nós reflectir nas estatísticas as transacções que ocorrem neste sector, com realce para as transacções ao nível do comércio informal transfronteiriço.

Não querendo alongar-me muito, deixo uma palavra de apreço aos distintos oradores e moderadores que partilharam as suas experiências e conhecimentos, ajudando-nos a reflectir sobre os aspectos metodológicos da compilação das estatísticas, como foi o caso, por exemplo, dos chamados indicadores coincidentes da actividade económica, dada a necessidade dos Bancos Centrais olharem para a evolução do sector real no momento em que vão tomando as medidas de política monetária.

Pela especificidade das matérias aqui debatidas, é ponto assente que essas reflexões não se esgotam num espaço como este. Por isso, convidamos os participantes a continuarem a interagir ao longo do período que medeia entre este e o próximo encontro. 

Na qualidade de responsáveis e técnicos seniores dos Bancos Centrais, devemos aproveitar e aplicar nas nossas actividades profissionais todo o conhecimento adquirido nesse magno evento, para benefício das nossas instituições.

Conforme consta no comunicado final deste encontro, esperamos estar outra vez juntos em Macau daqui há dois anos para a realização do XI Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, a ser organizado pela Autoridade Monetária deste País irmão.

Pelo êxito desse evento seria injusto da nossa parte se não tecêssemos palavras de agradecimentos a todos quantos se dignaram a pôr de parte as suas agendas para partilharem connosco os seus conhecimentos e as suas experiências. 

Muito obrigado a todos os membros das delegações e convidados aqui presentes. Endereçamos, igualmente, os nossos agradecimentos ao Governo Provincial de Benguela que deu todo o apoio institucional necessário para o sucesso deste evento.

Especiais agradecimentos à Comissão Organizadora do X Encontro pelo engajamento e a forma exemplar como organizou o certame.

Obrigado e desejo a todos os participantes um bom regresso à casa! 

Com estas breves palavras, declaro encerrado o X Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países da Língua Portuguesa.