Notas de Imprensa

29 de Fevereiro de 2016

Comité de Política Monetária

O Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM) reuniu-se no dia 29 de Fevereiro de 2016, na sua quinquagésima terceira sessão ordinária. 

O CPM analisou a evolução dos indicadores dos Sectores Real, Fiscal, Monetário e Externo referentes ao mês de Janeiro de 2016, bem como o comportamento da economia mundial. Foi prestada particular atenção aos factores que determinaram a trajectória recente dos preços na economia nacional. 

I. DESENVOLVIMENTOS RECENTES DAS ECONOMIAS: INTERNACIONAL E REGIONAL

Na recente actualização do World Economic Outlook (WEO) de Janeiro de 2016, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou que o crescimento económico mundial se manteve moderado em 2015 (3,1%), destacando-se o facto de o crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento ter desacelerado (de 4,6% em 2014 para 4,0% em 2015), enquanto a recuperação nas economias desenvolvidas se manteve modesta (ao passar de 1,8% em 2014 para 1,9% em 2015).

O abrandamento da economia chinesa, devido à diminuição da procura interna e ao fraco crescimento do investimento, foi um dos factores de destaque em 2015. Este desempenho acabou por contagiar outras economias, por um lado, através das trocas comerciais e dos baixos níveis de preços das commodities, por outro lado, pela diminuição da confiança dos agentes económicos e instabilidade nos mercados financeiros.

Para 2016, o FMI antecipa um crescimento da economia mundial de 3,4%, que poderá acelerar para os 3,6% em 2017.

Economias Desenvolvidas

No IV trimestre de 2015 as principais economias avançadas registaram taxas de crescimento do PIB trimestrais que se situam nos 0,7% nos EUA, 0,4% na Zona Euro, menos 0,4% no Japão e 0,5% no Reino Unido. Em termos homólogos, o crescimento foi de 1,8% nos EUA, 1,5% na Zona Euro, 0,5% no Japão e 1,9% no Reino Unido, valores que se situam abaixo do registado no III trimestre de 2015. De uma forma geral, os dados do crescimento destes países reflectem a redução do investimento e das exportações, um consumo mais moderado, sendo os sectores industrial, da construção e petrolífero os mais penalizados.

Segundo o FMI, na actualização do WEO referente a Janeiro de 2016, é expectável que a taxa de crescimento do PIB em 2016 seja de 2,1% nas economias avançadas, com os Estados Unidos da América (EUA) a crescer 2,6%, a Zona Euro 1,7%, o Japão 1,0% e o Reino Unido 2,2%.

Relativamente a Inflação, nos EUA, a variação do Índice de Preços do Consumidor (IPC) foi de 1,4% em Janeiro (mais 0,7 p.p. em relação ao mês anterior), reflectindo o aumento dos preços dos alugueres, serviços de transporte e serviços de saúde. Na Zona Euro e no Reino Unido, as variações do IPC, em termos homólogos foram de 0,3% em ambos os casos (mais 0,1 p.p. em relação a Dezembro). Já no Japão, o IPC apresentou, em termos homólogos, uma variação nula (menos 0,2 p.p. em relação a Dezembro). De realçar que, na Zona Euro, no Japão e no Reino Unido permanece o risco de deflação, associado à queda nos preços das matérias-primas e ao abrandamento do crescimento na China e nos mercados emergentes.

No mercado cambial, em Janeiro, o Dólar norte-americano valorizou-se perante o Euro (0,33%), o Iene (0,78%) e a Libra (3,43%). Contribuíram para este comportamento, o fraco crescimento do Reino Unido e a possibilidade da sua saída da União Europeia (denominado por Brexit), a redução da confiança na economia da Zona Euro, o reforço das medidas de estímulo económico no Japão e a possibilidade do mesmo vir a ocorrer na Zona Euro.

No mercado monetário, o Banco Central do Japão reduziu a taxa de juro dos depósitos para menos 0,1% e os restantes bancos centrais mantiveram as suas taxas de juro de referência. Todavia, o Banco Central Europeu (BCE), apesar de ter mantido a sua taxa de juro inalterada, referiu a possibilidade de alargar o seu programa de estímulos em Março.

Economias Emergentes

Em termos homólogos, as taxas de crescimento das economias chinesa, indiana e russa referentes ao último trimestre de 2015, apontam para um crescimento de 6,8% para a China e 7,3% para a Índia e contracção de 3,8% para a Rússia. No entanto, persistem os sinais de debilidade na maior economia do bloco e segunda maior economia mundial e, ao que tudo indica, o arrefecimento económico deverá continuar nos próximos meses. Quanto às economias brasileira e russa, as previsões económicas continuam pessimistas, projectando-se uma recuperação destes países apenas em 2017.

Para as economias emergentes, o Update do WEO do FMI de Janeiro de 2016 estima que as taxas de crescimento em 2016 sejam de 6,3% para a China e 7,5% para a Índia, enquanto as economias brasileira e russa possivelmente contrairão em 1,0% e 3,5%, respectivamente.

Relativamente à inflação, em Janeiro de 2016 a taxa de inflação homóloga foi de 9,8% na Rússia (menos 4 p.p. em relação a Dezembro), 1,8% na China (mais 0,2 p.p), 10,71% no Brasil (mais 0,04 p.p.) e 5,69% na Índia (mais 0,08 p.p.).

No mercado cambial, em Janeiro, o Dólar apreciou-se perante o Real (0,97%), o Rublo (3,70%), a Rúpia (2,48%) e o Renminbi (1,27%), devido não só às preocupações com a economia chinesa e ao receio de novos aumentos das taxas de juro nos EUA, mas também à degradação dos indicadores económicos no Brasil e na Rússia e à manutenção da taxa Selic. Em termos de política monetária, todos os bancos centrais dos BRIC mantiveram as suas taxas directoras. No caso da China, o Banco Popular da China (BoPC) injectou mais liquidez no seu sistema financeiro, o que promoveu de certa forma a depreciação da moeda chinesa, embora tenha sido alertado que não há interesse em desvalorizar a sua moeda.


Economias da Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC) excepto Angola

Relativamente aos países da SADC, continua a observar-se uma desaceleração nas economias da região. Recentemente foi divulgado o PIB de Moçambique no IV trimestre de 2015 que cresceu 5,6% (mais 1,1 p.p em relação ao registado no período homólogo de 2014). Noutros países (como a República Democrática do Congo, Botswana, Maurícias e Tanzânia), os bancos centrais divulgaram os dados referentes ao crescimento no III trimestre e as suas projecções para o crescimento das respectivas economias. Para 2016, segundo os dados disponíveis de alguns bancos centrais, prevê-se um crescimento de 0,9% para a África do Sul, 4,3% para a Namíbia e 3,8% para as Ilhas Maurícias.

No que respeita a inflação, no primeiro mês de 2016, as taxas de inflação homólogas da região variaram 2,7% no Botswana (menos 0,4 p.p. em relação ao mês anterior), 23,5% no Malawi (menos 1,4 p.p.), 0,4% nas Maurícias (menos 0,9 p.p.), 11,25% em Moçambique (mais 0,7 p.p.), 5,3% na Namíbia (mais 1,6 p.p.), 6,5% na Tanzânia (menos 0,3 p.p.), 21,8% na Zâmbia (mais 0,7 p.p.) e  menos 0,1% nas Ilhas Seychelles (menos 3,3 p.p.). Na África do Sul, a taxa de inflação acelerou para os 6,2% em Janeiro de 2016, alcançando o nível mais elevado desde Agosto de 2014,devido ao aumento dos preços da electricidade, da alimentação, dos transportes e das bebidas alcoólicas.

Relativamente ao mercado cambial, o Dólar continuou a apreciar-se frente às principais moedas da SADC, devido à redução de entradas de divisas nas economias desta região, em grande medida explicado pela elevada dependência das mesmas face à exportação de commodities, e à deterioração das respectivas posições externas. No caso da África do Sul, a depreciação do rand sul-africano reflectiu a deterioração na previsão de inflação e as preocupações com a economia chinesa. Contrariamente, o Dólar depreciou-se em relação às moedas das ilhas Madagáscar, Malawi e Moçambique. Destaque para a apreciação em cerca de 3% do Metical moçambicano, reflectindo a intervenção do Banco de Moçambique, visando repor a estabilidade da moeda nacional.

Por fim, em termos de política monetária, a maioria dos Bancos Centrais da região da SADC mantiveram as suas taxas de juro de referência em Janeiro de 2016, exceptuando os Bancos Centrais do nosso País e da África do Sul que aumentaram as suas taxas de juro de referência, tendo este último Banco Central aumentado de 6,25% para os 6,75%, reflectindo o aumento da taxa de inflação, o crescimento económico débil (com o sector mineiro sob pressão) e a possível fuga de capitais para as economias avançadas (EUA).

Mercado das Commodities

No mercado de commodities, os factores esperados para 2016 já estão incorporados nos preços dos primeiros meses do ano e os acontecimentos que poderão ocorrer não devem ser favoráveis à sua evolução. 
Perante a queda dos preços das matérias-primas, principalmente do crude e dos bens alimentares, o ouro tem sido protegido de todo este clima de incerteza e de baixo nível de confiança. A saída de capitais das bolsas internacionais tem beneficiado a procura do ouro como activo de refúgio.


Petróleo e Gás Natural

Em Janeiro de 2016, os preços do petróleo atingiram os níveis mínimos dos últimos anos. O preço do Brent atingiu um preço médio de 31,93 Dólares/barril (menos 14,47%) e do West Texas Intermediate (WTI) um preço médio de 31,78 Dólares/barril (menos 18,32%). Os baixos níveis de preços do petróleo podem vir a causar falências no sector energético, nomeadamente em empresas que exploram petróleo através de gás de xisto e, no caso dos países produtores de petróleo, deverão levar à diminuição da capacidade de produção e refinação e à consequente redução do investimento. 

Factores como o excesso de produção (agravado pelo fim das sanções ao Irão), aumento das reservas de combustível nos EUA, menor crescimento económico nos países emergentes em especial a China e o início de subida das taxas de juro norte-americanas, para além da solidez do Dólar norte-americano, contribuíram para o agravar da actual conjuntura.

De forma oposta, o preço do gás natural, medido pelo Henry Hub, aumentou para os 2,30 dólares por unidades térmicas britânicas no primeiro mês do ano, o que representa uma variação mensal de 1,67%.


Bens Alimentares

Relativamente ao índice de preços dos alimentos da Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), este atingiu em média os 150,4 pontos em Janeiro de 2016, o que corresponde a cerca de menos 3 pontos (ou menos 1,9%) em relação a Dezembro de 2015. Os preços de todas as commodities caíram, com o açúcar e os óleos e gorduras vegetais a registarem as quedas mais acentuadas. 

Em relação ao índice de preços do açúcar, a sua evolução foi motivada por melhores condições de colheita do que o esperado no Brasil, enquanto a redução do índice de preços dos óleos e gorduras vegetais foi causada, principalmente, por uma queda acentuada dos preços do óleo de soja, reflectindo expectativas de excesso de oferta global.

Já os restantes índices de preços (dos cereais, lacticínios e de carne) registaram ligeiras quedas, derivado do excesso de oferta global de cereais, do aumento da concorrência para os mercados de exportação e de um Dólar forte nos EUA, com os preços dos cereais a atingirem mínimos de vários anos. O elevado nível de produção de leite na União Europeia (UE), melhor do que o antecipado na Oceânia, fez com que a procura por produtos lácteos abrangidos pelo Índice, tivesse sido afectada. Finalmente, os preços da carne caíram na maioria das categorias (sobretudo a carne de ovelha), reflectindo o início do período de produção elevada na Oceânia, enquanto uma fraca procura pesou sobre os preços das carnes de aves e bovina.


II. DESENVOLVIMENTOS RECENTES DA ECONOMIA NACIONAL 

Inflação

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Janeiro de 2016, a taxa de inflação mensal atingiu os 3,43%, ficando 1,83 p.p. acima da inflação mensal registada em Dezembro de 2015 (1,60%) e mais 2,71 p.p. face à inflação mensal registada em Janeiro de 2015. 

As maiores variações de preços no mês de Janeiro foram verificadas nas classes da Educação (15,92%), justificada pela subida dos preços na subclasse do Ensino Pré-escolar e Básico; dos Transportes (11,03%), onde os preços referentes às despesas com a utilização de veículos, nomeadamente com combustíveis, foram os que mais subiram e de Habitação, Água, Electricidade, Gás e Combustíveis, (6,45%) devido à subida dos preços dos combustíveis e da electricidade. Em termos de contribuição, o aumento mensal dos preços deveu-se sobretudo à classe da Alimentação e Bebidas não Alcoólicas (com 0,80 p.p.), seguida da classe dos Transportes (com 0,74 p.p.) e da classe de Habitação, Água, Gás e Combustíveis (com 0,70 p.p.). 

Em termos homólogos (12 meses), a inflação registada no mês em análise foi de 17,34%, correspondendo a um acréscimo de 3,07 p.p. face a Dezembro de 2015 e de 9,90 p.p. face a Janeiro de 2015. As maiores variações em termos homólogos registaram-se nas classes de Bens e Serviços Diversos (24,46%) e da Educação (23,23%). Por sua vez, as maiores contribuições foram provenientes das classes de Alimentação e Bebidas não Alcoólicas (7,02 p.p.) e Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis (2,20 p.p.) e Bens e Serviços Diversos (com 1,70 p.p.).

Ainda de acordo com os índices de preços do INE, os produtos da cesta básica registaram  em Fevereiro uma variação de 2,23%, representando um aumento de cerca de 0,89 p.p. face o mês de Janeiro, tendo sido o Açúcar Branco, o Arroz Corrente e o Leite em Pó os produtos que mais variaram neste período.


Contas Monetárias

Os dados referentes ao Balanço do BNA de Janeiro de 2016 mostram que a Base Monetária Restrita, excluindo a Reserva Bancária em Moeda Externa (ME), registou um saldo de Kz 1.505.532,40 milhões, o que corresponde a um aumento de cerca de 0,40% em termos mensais, reflectindo essencialmente o aumento dos Depósitos dos Bancos Comerciais em MN em 6,95%, uma vez que a Circulação Monetária diminuiu em cerca de 11,97%. 

A informação preliminar da Síntese Monetária de Janeiro de 2016 evidencia uma expansão mensal de cerca de 5,30% nos depósitos totais do sistema bancário e de 3,01% no crédito à economia, sendo que o crédito ao sector privado e às empresas públicas registaram aumentos de cerca de 2,86% e 7,46%, respectivamente. Entretanto, o agregado monetário mais amplo (M3), que constitui o passivo e é composto pelas notas e moedas em circulação, pelos depósitos à ordem e a prazo e pelos outros instrumentos financeiros, aumentou no mês em análise cerca de 4,23%, atingindo os Kz 5.953.499,73 milhões. 
 
No Mercado de Títulos, não se registou qualquer emissão de Bilhetes e Obrigações do Tesouro no mês de Janeiro de 2016, tendo as taxas de juro médias destes títulos se mantido inalteradas.  Assim, as taxas de juro médias dos BT a 91 dias, 182 dia e 364 dias situaram-se em 13,43%, 14,38% e 14,45%, respectivamente, enquanto as taxas de juro médias das OT a 2, 3, 4 e 5 anos fixaram-se nos 7,00%, 7,25%, 7,50% e 7,77%, respectivamente. 

Por sua vez, no Mercado Monetário Interbancário, a taxa LUIBOR Overnight apresentou uma diminuição residual (de menos 0,01 p.p.), tendo atingido os 11,30% ao ano. Nas restantes maturidades de 1, 3, 6, 9e 12 meses, as taxas aumentaram em 0,03 p.p., 0,22 p.p., 0,34 p.p., 0,36 p.p. e 0,47 p.p., fixando-se em 11,47%, 12,10%, 12,55%, 12,92% e 13,31%, respectivamente. 

Contas Externas

Em Janeiro de 2016, o saldo da conta de bens diminuiu 55,99% face ao mês anterior, situando-se nos USD 281,25 milhões, devido essencialmente, à redução das exportações, tendo as importações praticamente se estabilizado ao nível do ano anterior. Especificamente, as exportações (FOB) reduziram 18,71%, situando-se nos USD 1.561,40 milhões; enquanto as importações apresentaram uma redução residual de 0,13%, posicionando-se nos USD 1.280,15 milhões.

O stock das Reservas Internacionais Brutas diminuiu em cerca de 0,15% em termos mensais, passando de USD 24.703,93 milhões para USD 24.667,17 milhões. Correspondendo a um rácio de cobertura de 8,3 meses de importações de bens e serviços, inferior aos 8,0 meses registados em Dezembro de 2015.

 Relativamente ao mercado cambial nacional, observa-se que as taxas de câmbio USD/AKZ registaram, no mês em análise, depreciações em todos os mercados. A maior depreciação do Kwanza ocorreu no mercado informal (48,98%). De realçar que, o BNA decidiu desvalorizar a taxa de câmbio oficial em 15,0% no início do mês, de forma a reajustar a pressão que se tem feito sentir sobre o mercado cambial, tendo a taxa de câmbio média de referência do Kwanza em relação ao Dólar norte-americano se fixado nos 155,616 Kwanzas no final do mês de Janeiro de 2016.

No mês de Janeiro de 2016, o Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu divisas num montante de USD 493,22 milhões aos bancos comerciais, contra os USD 1.176,03 milhões vendidos no mês de Dezembro, representando uma redução de 58,06%. Por sua vez, os Clientes venderam USD 145,06 milhões aos bancos, o que compara com os USD 199,52 milhões no mês de Dezembro, representando uma queda de 27,30%. O total de compras de divisas dos bancos (ao BNA e a Clientes) foi de USD 638,28 milhões, registando também uma diminuição de 53,60% face ao mês anterior.

III. DECISÕES DO COMITÉ DE POLÍTICA MONETÁRIA

O Comité de Política Monetária (CPM), tendo analisado a evolução dos principais indicadores macroeconómicos, incluindo o nível geral de preços, influenciado essencialmente pelo ajustamento dos preços administrados e pela variação da taxa de câmbio, decidiu manter:  
  • A Taxa Básica de Juro - Taxa BNA – em 12,00% ao ano; 
  • A Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez em 14,00% ao ano;
  • A Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez a sete dias em 1,75% ao ano.   

A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária terá lugar no dia 28 de Março de 2016.