Intervenções Públicas

11 de Junho de 2018

Discurso de abertura da Administradora do BNA, Beatriz Ferreira Andrade dos Santos, no 5.º Encontro sobre Governação das Tecnologias de Informação e Gestão da Continuidade de Negócio dos Bancos Centrais da SADC

Excelentíssimos Senhores Delegados dos Bancos Centrais da SADC,
Estimados Directores e Directoras,
Caros Colegas,
Senhores e Senhoras,
Bem-vindos ao
 
5.º Encontro sobre Governação das Tecnologias de Informação e Gestão da Continuidade de Negócio dos Bancos Centrais da SADC

Antes de tudo, espero que as delegações visitantes tenham feito uma boa viagem e tenham tido uma óptima chegada a Angola.

Espero igualmente que as condições de alojamento, trabalho e outros serviços que o Banco Nacional de Angola colocou à vossa disposição para o desenvolvimento do vosso trabalho ao longo destes próximos 4 dias sejam do vosso agrado e que vão ao encontro das expectativas para este encontro.

O Banco Nacional de Angola e o seu Conselho de Administração, à semelhança de todos os Bancos Centrais da SADC, tem a noção do peso que as Tecnologias de Informação têm nas organizações modernas e das novas formas de organização que estas promovem, permitindo ter controlo sobre os processos da organização.

Nesta conformidade, torna-se indispensável para garantir o sucesso do negócio, a Governação das Tecnologias de Informação deve ser pensada, portanto, como a gestão da gestão, equivalendo, no entanto e sobretudo, a um conjunto de práticas pelas quais se devem orientar os COs Dirigentes de Organizações nas tomadas de decisão com vista ao alcance dos objectivos da organização.

Quero aqui destacar que a Governação das TI significa mais produtividade e melhor aproveitamento dos recursos tecnológicos nos quais a organização investiu e, portanto, estas são as nossas ambições. 
   
Colocar em prática um programa de Governação das TI, é implementar acções que primem por um alinhamento do sector com as diretrizes e objectivos da organização e é desenvolver e aplicar um conjunto de práticas estruturadas que optimizem a actuação do sector para servir os propósitos da organização.

Falar de Governação das TI é falar de padrões e de relacionamentos construídos de forma estruturada e tal requer a participação não só dos profissionais técnicos, mas igualmente de profissionais de vários níveis.

Assim, a ideia é garantir, com o envolvimento de todos, um controlo efectivo dos processos, principalmente no que diz respeito à segurança das informações.

O propósito da implementação da Governação das TI é fazer com que a organização desenvolva os seus processos em TI de uma forma fluída, com sincronia, por outras palavras, a funcionar como fossem engrenagens. 

É também objectivo da Governação das TI minimizar riscos, já que as organizações que alcançam o sucesso nos seus processos de gestão trabalham sob a perspectiva da minimização dos riscos.

Por outro lado, a Gestão da Continuidade de Negócios tem como objectivo garantir a continuidade das operações da organização, caso ocorra uma indisponibilidade prolongada dos recursos que dão suporte à realização das operações.

Através do processo de Gestão da Continuidade de Negócio, a organização visa conhecer e documentar os seus processos de forma a medir, através da Análise de Riscos, os riscos aos quais os mesmos estão expostos e, desta forma, desenvolver planos tanto para evitar uma crise como para se recuperar, caso esta ocorra.

A elaboração de um bom plano de continuidade de negócio irá reduzir o estresse e a confusão comuns num momento de crise, permitindo que o retorno das actividades seja realizado de forma mais ágil.

É expectável que um Banco Central continue a desenvolver a sua actividade, independentemente da ocorrência de um desastre, e, para o efeito, deve implementar mecanismos que assegurem a resiliência das suas funções críticas de forma a:

  • Assegurar o bem-estar e a segurança dos seus trabalhadores;
  • Proteger a reputação e imagem de solidez e confiança;
  • Cumprir as obrigações legais, regulamentares e contratuais.
  • Integrar a Gestão da Continuidade do Negócio (GCN) na cultura e nos seus processos de gestão corporativa, em linha com a sua estratégia de gestão do risco operacional.

Dito isto, fica clara a importância das organizações terem e manterem um bom Plano de Continuidade de Negócios.

Para terminar, 
Gostaria de apelar para que os debates e as ideias que serão abordados neste encontro, produzam resultados quantitativos e qualitativos para garantirem a implementação efectiva da Governação das TI e da Gestão da Continuidade de Negócio nos nossos respectivos Bancos Centrais da região da SADC.

Esperamos, igualmente, que este encontro sirva como um verdadeiro meio de comunicação para a partilha de conhecimento existente em cada Banco Central relativamente às matérias que aqui serão tratadas.

Finalmente, desejo a todos bom trabalho, boa estadia, boa diversão e bom regresso ao seio familiar.